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Os 4 pilares do Lifelong Learning e como colocá-los em prática

O conceito e pilares de lifelong learning, que em português lê-se “aprendizado ao longo da vida”, conectam-se com as transformações que a educação perpassa, bem como a sociedade. 

Se antes os indivíduos tinham como meta de estudos terminar o ensino médio, depois a graduação, hoje em dia a mentalidade é outra. 

O lifelong learning compreende a percepção de que o conhecimento é um processo contínuo, que não tem um fim em si mesmo e nem em um objetivo específico. 

O principal foco dessa teoria é estimular que a construção do conhecimento seja constante e que faça parte ativamente da vida de cada um de nós. 

Abaixo você fica por dentro dessa temática ao descobrir os seguintes tópicos: 

  • O que é lifelong learning 
  • Pilares do Lifelong learning 
  • Como aplicar o conceito de lifelong learning 

O que é lifelong learning 

Mesmo que ainda não seja amplamente difundido por aqui, o conceito de Lifelong Learning é popular em vários países. 

A exemplo disso, um estudo da Pew Research Center revelou que 73% dos americanos adotam a teoria do lifelong learning e se consideram aprendizes contínuos. 

Em um contexto histórico pautado na Era da Informação e no modelo de mundo VUCA – um acrônimo que reúne características presentes na atualidade, Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade, o conhecimento está em todo lugar, passa por todos os cantos e nunca tem fim.

Por isso, é importante se adaptar a essa realidade, consumi-la com senso crítico e aproveitar as oportunidades de garantir desenvolvimento pessoal, profissional e o das sociedades em geral. 

Essa é a grande aposta do lifelong learning – que a aprendizagem ultrapasse as paredes da sala de aula (seja online ou presencial) e tenha espaço cativo nos projetos de vida de todos. 

Pilares do lifelong learning 

O lifelong learning surgiu na década de 70 e se popularizou 20 anos depois. 

Entretanto, foi somente em 2010, após um relatório da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, da Unesco, que o conceito chegou na maior parte do mundo. 

A partir daí, a organização Lifelong Learning Council Queensland (LLCQ), entidade que estuda e disseminar o tema, passou a institucionalizar e divulgar a teoria e seus 4 pilares, a se saber: 

1) Aprender a conhecer 

No lifelong learning a educação tradicional é uma aliada das novas possibilidades de construção de aprendizagem. 

Os adeptos à teoria devem entender todo esse processo como parte fundamental de suas vidas e de seus momentos de prazer. 

Adquirir conhecimento precisa ser uma tarefa estimulante e não apenas com o intuito de finalizar uma tarefa. 

É a isso que este, que é um dos pilares do lifelong learning, se refere. É preciso ter prazer em aprender, pois com ele o indivíduo desenvolve outras habilidades, como curiosidade, reflexão, criticidade e postura mais ativa e questionadora. 

2) Aprender a fazer 

Não basta adquirir o conhecimento teórico, é preciso testar a assimilação dos conteúdos e informações. 

Por isso, dentre os pilares do lifelong learning está a aprendizagem advinda da prática.

Nesse sentido, a teoria se conecta à uma metodologia de aprendizagem desenvolvida em 1990 pelos professores Morgan McCall, Robert Eichinger e Michael Lombardo, do Center for Creative Leadership, na Carolina do Norte (EUA), chamada “70:20:10″. 

Nela entende-se que o conhecimento ocorre por três diferentes práticas: 

  • 70% de experiências pessoais 
  • 20% de relações interpessoais 
  • 10% de cursos e treinamentos 

 

Assim, é importante estar disposto a aprender nas salas de aula e também com as experiências humanas e de vida. 

3) Aprender a conviver 

Totalmente conectado ao pilar anterior, esse diz respeito ao poder das interações entre pessoas e de como essa é uma habilidade imprescindível para quem quer ser um eterno aprendiz. 

Aprender a conviver indica que o lifelong learner aprende por meio do convívio e desenvolve habilidades na troca. 

Inclusive o mercado de trabalho vem preconizando as soft skills e entre elas está o trabalho em equipe e a criação colaborativa. 

4) Aprender a ser 

O último dos quatro pilares do lifelong learning aborda a ideia que os indivíduos precisam ser autônomos para conseguirem aprender coisas novas de forma plena. 

Em outras palavras, o protagonismo do processo de aprendizagem é seu. Autorresponsabilidade com a construção do conhecimento é a palavra de ordem. 

Como aplicar o lifelong learning 

Seja na vida pessoal, seja para empresas ou para instituições de ensino, sempre há a possibilidade de se aplicar os pilares do lifelong learning.

O que se deseja aprender, em qual prazo, com qual objetivo e quais são as complexidades desse processo? Essas são perguntas norteadoras que podem te ajudar a começar a aplicar o conceito de forma prática. 

Assim, você pode pensar em alguma etapas de implementação: 

1 – Propósitos do seu processo de aprendizagem – o que você aprendeu até aqui no decurso da vida? Disso, o que tem potencial de transformação para você e para outras pessoas ao seu redor? Como você aprendeu? Como você aplica esse conhecimento? O que teve dificuldade ou facilidade? Enfim, é uma etapa pautada no autoconhecimento. 

2 – Adaptação a um novo mindset – compreensão de que o lifelong learning caminha não possui um fim. Não há linha de chegada. O processo é contínuo e por isso demanda que você esteja disposto a permanecer construindo conhecimento, independente do que atingir ou conquistar. Adotar o lifelong learning é optar por um estilo de vida. 

3 – Planejamento – a partir do autoconhecimento e da decisão por esse estilo de vida, você vai precisar se planejar para compreender qual forma de aprendizagem funciona melhor para você. Depois disso, exercite suas escolhas até que elas se tornem um hábito. 

4 – Mensure – observe os passos dados, os propósitos atingidos e os caminhos necessários para os próximos planos. Ajuste o que estiver em desacordo com o seu novo modelo de aprendizagem e siga firme. 

5 – Dinamize o conhecimento – uma forma de implementar o lifelong learning em qualquer uma das esfera já citadas (individual, em instituições de ensino, ou nas organizações), é pensar em metodologias ativas e conectadas com o momento do presente. A gamificação, por exemplo, pode te auxiliar a ter motivação para concluir as tarefas diárias. O uso de plataformas tecnológicas e experiências digitais também. Portanto, esteja disposto a abraçar o que a modernidade tem a oferecer para transformar seu processo em algo de fato prazeroso. 

6 – Tenha tempo para você – parte importante de toda essa construção é garantir espaço para que as coisas do dia a dia não suplantem aquelas que fazem você apreciar a experiência da vida. Organize-se para ter tempo de fazê-las sem culpa. 

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Os pilares do lifelong learning, bem como seu conceito, são parte integrante de um novo paradigma da educação que tem tomado forma principalmente com o desenvolvimento das tecnologias.

Para você essa ainda é uma abordagem distante ou já é aplicável? 

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